Vida

Quase um ano de uma história real

passado1Sabe aquela frase, “eu sempre estarei aqui quando você precisar”? Por muito meses me partia o coração ouvi-lá. Vai fazer um ano que meu pai se tornou um milagre em vida, sobrevivente há uma descarga elétrica de 12 mil volts, saiu sem sequelas graves, só que fatos a parte criaram sequelas em mim. Na mesma semana do acidente, alguém que eu jurava ser importante, amigo, e até um amor, partiu. Sim, me deixou no momento em que eu mais precisei de companhia. Aquilo de início não me doeu tanto, mas me vi semanas depois chorando minhas mágoas ao meu pai por este alguém ter partido, e, vê-lo a chorar junto comigo me fez ver que eu ainda tinha e sempre terei um amigo que poderei contar.

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Foram graves as sequelas no meu coração, por motivos depravantes fui deixada e esquecida, por motivos de traição, infidelidade, insensibilidade, vi meu coração perder o fôlego de tanto remoer o mal que me fez este alguém. Quem nunca, em um momento da vida, não necessitou assumir que sofreu, que doeu, que tirou de si toda força que acreditava ter por algo que aconteceu? Eu admito que me senti vazia demais por ver o meu eu tão vulnerável as coisas ruins, me senti uma menininha indefesa, por um momento, até raiva eu senti. Meu pai se recuperou bem, foi um milagre realmente, Deus foi bondoso para conosco. Os meses passaram-se e, enquanto os meses passavam eu orava pedindo à Deus que tirasse aquela dor que me consumia por dentro. As seqüelas começaram vim à tona, comecei a ter medo de confiar nas pessoas, comecei a fechar toda portas, janelas e brechas do meu coração, cada buraco que a dor tinha feito, criei muros de proteção, e orava sempre um pouco mais.

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Cheguei um certo dia pensativa com tudo que havia ocorrido, agradecida pela vida do meu pai, notei que estava me ocupando tanto com minha dor que eu tinha me esquecido de aproveitar mais e mais a recuperação do meu velho. Nesse dia pensativo vi o quanto eu permiti que essa maldita dor tirasse minha paz e roubasse minhas imunidades como a de “seguir em frente sempre”, nesse dia eu me vi diferente, me vi sorridente, dando bom dia até para o sol, nesse dia eu olhei para minhas seqüelas e vi que nessas estavam a sair pus aos poucos dos lados, caraca, nesse dia eu notei que as feridas tinham se cicatrizado e aquele pus significava que, toda vez que eu fora lembrar do fato, eu estava cutando-a que nem criança teimosa. Nesse dia eu respirei fundo, me vi mais forte e tomei coragem para dizer que eu havia superado e que não necessita mais me materializar só porque alguém mostrou a mim que não há ninguém melhor para nos ajudar do que nós mesmos, que está sozinha é melhor que mal acompanhada. Confesso que cheguei a acreditar que jamais superaria, hoje, quase um ano depois, quando relembro o que aconteceu, só me vem a memória o milagre de vida que meu pai viveu e, as experiências que ganhei de brinde. As vezes coisas erradas acontecem para o errado não dá certo, não atrapalhando assim, os nossos planos da vida, os planos de Deus para nós.

Tempo Certo
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